Cozinheira é morta com golpes de cacetete de metal e faca por ex-amante no interior de SP
25/03/2026
(Foto: Reprodução) Cozinheira é morta com golpes de cacetete de metal e faca por ex-amante no interior de SP
Uma cozinheira de 47 anos foi morta com golpes de um cacetete de metal e facada, na madrugada desta quarta-feira (25), em São Carlos (SP). A vítima foi identificada como Gilza Alves e já foi amante do suspeito, um vigilante, de 52. O autor alegou à polícia que ele e a esposa sofriam ameaças da mulher.
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O crime ocorreu, por volta das 1h15, na Rua Paraná, no bairro Cruzeiro do Sul. O suspeito Paulo André dos Santos foi até o Plantão Policial de Araraquara, onde apresentou-se espontaneamente e confessou o crime. Ele foi levado até a delegacia de São Carlos e liberado após prestar depoimento.
O g1 entrou em contato com o advogado Claudio Diogenes Luiz, responsável pela defesa do vigilante, que informou que trabalha com a hipótese de legítima defesa, ou, no mínimo, uma situação de reação a uma agressão injusta, dentro da própria residência (veja o posicionamento completo abaixo).
Mulher de 47 anos foi morta com golpes de barra de ferro e facada em São Carlos, SP
Polícia Civil
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Caso extraconjugal
De acordo com o Boletim de Ocorrência, os policiais foram até o local, que estava com o portão da garagem com as duas portas abertas e um portão torto, aparentando arrombamento. Dentro do imóvel, estava o corpo da vítima caído na cozinha e um celular embaixo da cabeça dela.
Os policiais militares narraram que foram acionados uma hora antes, pois uma mulher estaria tentando invadir a casa, mas quando chegaram no local ninguém foi encontrado. Um vizinho relatou que ouviu berros e, pouco depois, viu o carro dirigido pelo vigilante virando a esquina.
Conforme o registro policial, o vizinho viu o portão da garagem aberto, entrou na casa e viu a mulher caída no chão da cozinha, reconhecendo-a como a pessoa que dias antes teria ido várias vezes na residência ameaçar os moradores. Ele contou, ainda, que o autor teria tido um caso com a vítima.
O homem acionou a PM e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou a morte da mulher no local. Os policiais apreenderam um objeto de metal amassado, duas facas sem vestígios aparente de sangue e um celular da vítima.
Mulher de 47 anos foi morta com golpes de barra de ferro e faca em São Carlos, SP
Polícia Civil
BO de ameaça
Antes do homicídio, o suspeito e a esposa foram até o Plantão Policial registrar um BO de ameaça, onde relataram que estavam sendo ameaçados e perseguidos por Gilza, que teve um relacionamento com o autor e, ao descobrir o endereço dele, passou a ameaçá-lo, assim como a esposa dele.
Após o crime, o suspeito apresentou-se no Plantão Policial de Araraquara, confessando ter matado a mulher. Na ocasião, ele contou que havia ido até a cidade para deixar a esposa na casa da sogra e retornado ao imóvel, onde ocorreu o homicídio, pois iria trabalhar.
Ele foi surpreendido por Gilza que, segundo o suspeito, invadiu a residência e com uma faca foi na direção dele. O homem contou que pegou um cacetete de metal e desferiu golpes contra a mulher e, depois, pegou uma faca, perfurando o pescoço dela.
De acordo com o BO, devido a apresentação espontânea do autor, foi descaracterizado o flagrante. Dessa forma, ele foi liberado após prestar depoimento à polícia. No entanto, ainda há a possibilidade do delegado pedir a prisão preventiva do autor.
O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal no Plantão Policial de São Carlos.
Defesa do vigilante
O advogado Claudio Diogenes Luiz, responsável pela defesa do vigilante, afirmou ao g1 que trata-se de "um caso extremamente sensível, que envolve a perda de uma vida, e isso exige responsabilidade, cautela e respeito por parte de todos, especialmente no tratamento das informações".
"O que existe até o momento é um boletim de ocorrência com uma narrativa inicial, que ainda será objeto de investigação aprofundada. Há um ponto extremamente relevante que não pode ser ignorado: existe registro anterior de ameaças e perseguições praticadas pela própria vítima em relação ao investigado e sua família", afirmou o advogado.
Claudio afirmou que, no dia dos fatos, há indícios de que a vítima invadiu a casa do vigilante, o que, para ele, muda a análise jurídica do caso. "A defesa trabalha, neste momento, com a hipótese concreta de legítima defesa, ou, no mínimo, uma situação de reação a uma agressão injusta, dentro da própria residência".
De acordo com a defesa, os elementos indicam um cenário de conflito prévio, escalada de tensão e um episódio que precisa ser analisado com profundidade.
"Outro aspecto relevante é que o investigado se apresentou espontaneamente à autoridade policial, colaborou com os esclarecimentos e não tentou se furtar da apuração. Isso demonstra, desde já, ausência de intenção de fuga e disposição para o devido esclarecimento dos fatos", complementou.
O advogado disse, ainda, que confia que, ao final da investigação, os elementos serão analisados com equilíbrio e que a verdade dos fatos será devidamente reconhecida, comprovando a legítima defesa.
"A defesa seguirá atuando de forma técnica, firme e responsável, garantindo que nenhum direito seja violado", finalizou.
Mulher de 47 anos foi morta com golpes de barra de ferro e faca em São Carlos, SP
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