Escola cívico-militar: unidades esperam melhora na disciplina e aprendizado no interior de SP
07/02/2026
(Foto: Reprodução) Ensino cívico-militar passa a integrar escolas de São Carlos, Pirassununga e Araras
Três escolas estaduais nas cidades de Araras, São Carlos e Pirassununga, no interior de São Paulo, iniciaram o ano letivo de 2026 com mudanças no ensino, integrando o sistema educacional cívico-militar.
A proposta de adoção da modalidade é melhorar a disciplina em sala de aula e tornar o ambiente mais favorável ao aprendizado.
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Mudança
Escola Estadual Yolanda Salles Cabianca, em Araras, adotou modelo de ensino cívico-militar
Wesley Almeida/EPTV
A mudança na escola Yolanda Salles Cabianca, em Araras, veio a partir de pedidos da comunidade. Alguns alunos reclamavam da falta de disciplina em sala de aula, citando que a situação atrapalhava os estudos.
Diante do problema, estudantes, funcionários e outros membros da escola votaram para que o modelo cívico-militar de ensino fosse adotado. O pedido foi atendido e a adaptação teve início na segunda-feira (2). A aluna Jhully Gama, de 17 anos, faz parte das pessoas que votaram pelo sistema.
"Tinha muita discussão aqui. Agora com essa mudança ficou muito melhor. A diferença vai vir com o tempo mesmo, a gente está se adaptando e já está ajudando, está melhor na base de se formar", afirmou a estudante.
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Treinamento
Estudantes iniciam adaptação do modelo de ensino cívico-militar em Araras (SP)
Wesley Almeida/EPTV
A orientação dos alunos é feita com a presença de dois militares na escola. A equipe da escola em Araras ainda vai passar por treinamento e está aguardando a chegada dos uniformes, que serão fornecidos pelo governo estadual.
A diretora da unidade, Deborah Albertini Silva de Lima, explica que os funcionários terão encontros periódicos e cursos de formação da Secretaria de Educação do Estado (Seduc) para adaptação ao novo modelo de ensino.
Deborah fala também sobre os pontos positivos que já notou, principalmente em relação a disciplina e melhoria no fluxo de atividades, e sobre o que muda na prática.
"A gente percebe que a organização da rotina é muito mais fácil. Então a questão da subida dos intervalos, do almoço, e toda questão da circulação dos alunos está sendo de uma forma muito mais organizada. Isso auxilia na questão pedagógica, que é o nosso foco, a melhoria da aprendizagem", disse a diretora.
O objetivo é que, com o passar do tempo, a melhora na disciplina contribua para mudar os índices pedagógicos.
A dirigente regional de ensino Ana Paula Rivera Mazzi Eloy explica que todas as escolas do modelo são acompanhadas pela supervisão de ensino, que faz acompanhamento frequente de todos os dados e índices. Junto a gestão das unidades, são elaborados os melhores caminhos para melhora da aprendizagem.
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