Suspeito de matar companheira a tiros é preso no interior de SP
13/10/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito de matar companheira a tiros é preso em Mococa
O suspeito de assassinar a companheira Larissa Fonseca, em Mococa (SP), se apresentou espontaneamente à Polícia Civil e foi preso na manhã desta terça-feira (13).
A mulher de 32 anos foi morta a tiros no domingo (11). Vizinhos ouviram discussões, gritos e disparos de arma de fogo.
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De acordo com o delegado Caio Ricardo Alves, Lucas Miranda, de 34 anos, chegou à delegacia acompanhado do advogado de defesa, Fernando Henrique Antunes.
“Preliminarmente, o investigado alegou ter agido em legítima defesa, bem como negou ser o proprietário da arma de fogo supostamente utilizada nos fatos. Ressalta-se, ainda, que, até o presente momento, não apresentou nesta delegacia de polícia a referida arma de fogo, tampouco seu aparelho celular", disse o delegado.
A defesa de Lucas disse ao g1 que o cliente apresentou sua versão dos fatos. Segundo o defensor, Lucas alegou que Larissa teria entrado armada na casa dele e que os disparos ocorreram durante uma situação em que, conforme seu relato, ela teria tentado agredi-lo com uma arma branca (leia o posicionamento na íntegra abaixo).
Lucas deverá passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (14).
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O crime
Mulher é assassinada a tiros em Mococa (SP)
Gabriel Delena/Jornal Meio Dia e Redes sociais
Segundo a Polícia Civil, o feminicídio aconteceu no bairro Vale Verde, na casa de Lucas, que fugiu após o crime.
Imagens obtidas pela polícia registraram o momento em que Lucas saiu correndo da casa logo após os disparos e deixou o local em um carro.
Vizinhos relataram à EPTV, afiliada da TV Globo, que ouviram discussões, gritos e tiros. Eles saíram à rua para verificar o que havia acontecido e encontraram Larissa ferida em frente ao portão do imóvel.
Larissa Fonseca, de 32 anos, foi assassinada a tiros em Mococa (SP)
Redes sociais
Ainda de acordo com os relatos, a jovem apresentava diversos ferimentos e pediu ajuda. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou a vítima ao pronto-socorro de Mococa, mas ela não resistiu.
O corpo de Larissa foi enterrado na tarde de segunda-feira (12), no Cemitério Municipal de Mococa. Ele era empreendedora e mãe de dois filhos.
O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia Seccional de Casa Branca (SP).
O que diz a defesa
“Na qualidade de advogado constituído de Lucas Miranda Firmino, esclareço que o investigado, acompanhado de sua defesa, apresentou-se voluntariamente à autoridade policial competente, após prévio contato institucional, colocando-se à disposição dos órgãos responsáveis pela persecução penal.
A defesa reconhece a gravidade dos acontecimentos e manifesta respeito à vítima e aos seus familiares, ressaltando, contudo, que a adequada compreensão das circunstâncias do episódio exige investigação criteriosa, especialmente quanto à dinâmica dos fatos e aos elementos de natureza técnico-pericial.
Cumpre esclarecer que o investigado já prestou declarações perante a autoridade policial, ocasião em que apresentou sua versão dos acontecimentos. Segundo seu relato, a vítima teria ingressado armada em sua residência, tendo sido desarmada durante o episódio, sobrevindo, ainda conforme suas declarações, uma tentativa de agressão com arma branca, contexto no qual ocorreram os disparos de arma de fogo. Trata-se de versão apresentada pelo investigado, cuja verificação dependerá da análise conjunta dos elementos testemunhais, materiais e periciais produzidos no curso da investigação.
Neste momento, por responsabilidade profissional e respeito ao regular desenvolvimento das investigações, não serão antecipadas conclusões acerca das circunstâncias do ocorrido, tampouco discutidos publicamente elementos probatórios ainda sujeitos à apuração, para além da versão já formalmente apresentada pelo investigado.
Ressalto que a existência de investigação criminal e a decretação de medida cautelar não representam antecipação de culpa, devendo ser integralmente observados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção constitucional de inocência.
A defesa acompanhará todos os atos investigativos e processuais, adotando as medidas jurídicas pertinentes para assegurar a completa elucidação dos fatos e a observância das garantias legais.
Permanecemos à disposição para esclarecimentos institucionais, dentro dos limites éticos e legais da atuação profissional.”
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